O esforço, a dedicação, o valor e a vontade fazem realmente a diferença. Exemplo disso foi a participação da SamariTuna no VI Ínsula, em Ponta Delgada, a convite da Tuna com Elas.
Palavra de ordem: animación!
E foi com animação que mostrámos o porquê de sermos a tuna mais tuna, entre a praxe e um copo, lá fomos nós pelas ruas de Ponta Delgada mostrar a alma que temos.
Ser tunante não é apenas decorar acordes e letras das canções, é um nível um pouco mais acima, é respeitar quem nos acompanha naquilo que se acredita, não ver as outras tunas como rivais, antes como amigas, como companheiras de luta.
Foi neste espírito que chegámos aos Açores. À nossa espera tínhamos elementos da Tuna Com Elas e os nossos
queridos “enguias” (os guias Condinho e Pimenta, aos quais se juntou, mais tarde, o Jackson). Após a recepção fomos conhecer o porquê de tanta fama sobre as belezas naturais da ilha, seguindo até à bela Lagoa das Sete Cidades onde absorvemos uma porção considerável de energia para levarmos os restantes dias de estadia com mais afinco.
As noites açorianas tinham outra vida, o Bar do Pi vestia-se de negro para dar continuidade ao que se viveu durante o dia e, a SamariTUNA, dotada de mui belas bailarinas, deram um show no dancefloor.
Entre as actividades organizadas pela tuna Anfitriã e a praxe, fomos aquecendo com o calor esquisito da terra do anticiclone…e eis que chega o dia do festival, realizado em dias distintos - no dia 9 de Abril actuaram no Coliseu Micaelense a Spestuna, Tuna Feminina da Universidade Fernando Pessoa de Ponte de Lima e a Arrebitátuna, Tuna Feminina da A.E. da Escola Superior de Educação de Castelo Branco e, no dia seguinte, actuaram as Levadas da Broca, Tuna Feminina da Faculdade de Medicina Dentária do Porto e… tchan, tchan, tchan, tchaaaaan….a SAMARITUNA!

Bem, se já tínhamos os nervos em franja quando ainda estávamos no continente com o aproximar da hora da actuação estávamos muito mais que isso. Bastou um tirinho de Abelheira e um xarope oferecido pelo nosso 3º guia Jackson, para aquecermos as vozes e deixarmos ir com as gotas de chuva o nervosismo que tínhamos.
O nosso nome é chamado para o palco…
Enquanto nos preparávamos timidamente atrás das cortinas, a Veterana Grego, lançava charme e piadas assertivas ao apresentador do Festival, Vasco Pernes da RTP Açores, que com dificuldade a acompanhava. Foi a risada total que atenuou os nervos e deu lugar a um sorriso bem rasgado nos lábios de todas nós que, impacientes, esperávamos a abertura das cortinas do espectacular Coliseu Micaelense.
Sabem o que é diversão e gozo por estar no palco a mostrar aquilo que estivemos a preparar com tanto esforço e dedicação? Ali os nervos não se fizeram sentir, já não existiam, enchemos o peito de coragem e ali esteve a SamariTUNA no seu melhor.
Para quem nunca pensou chegar aos Açores, tendo a opção de ir a nado, para os mais cépticos que não acreditaram no nosso potencial (oi?) sabem o que trouxemos na bagagem? QUATRO prémios: Melhor Instrumental (muito desejado), Melhor Solista (grande Chinoca…rouca), Melhor Porta-Estandarte (Courgette e Xuminho) e – como já demonstrado no decorrer da nossa estadia o prémio TUNA MAIS TUNA!
O sentimento de dever cumprido foi geral, os elogios dos elementos de outras tunas presentes, das pessoas que nos ouviram, dos passageiros que foram connosco no avião e fizeram questão de nos ir apoiar… Obrigada, é aquilo que, humildemente podemos dizer. Obrigada à Tuna com Elas, pelo convite, espírito e simpatia, aos Guias, pela paciência e toda a ajuda que nos deram (venham os xaropes e a Abelheira!) às tunas presentes, por não se fecharem numa concha de pretensiosismo, pelas batalhas musicais na cantina da Universidade, às sagradas (cozinheiras da cantina) … enfim, por tudo.
Há poucas oportunidades na vida que temos de agarrar com toda a força que temos, uma delas é pertencer à SamariTUNA.
Vai TUNA…
É já ali!